O Banco de Brasília (BRB) prevê registrar perdas nas operações ligadas ao Banco Master e avalia solicitar aporte de capital do seu controlador, o Governo do Distrito Federal (GDF), para cobrir o rombo. A indicação de socorro financeiro foi sinalizada pela gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB).
Auditoria analisa tamanho do prejuízo
Segundo nota divulgada na terça-feira (13), a avaliação contábil das possíveis perdas está sendo conduzida pela auditoria independente Machado Meyer, com apoio técnico da consultoria Kroll. O BRB destaca possuir patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões.
Fraude bilionária levou à intervenção
O Banco Master, colocado em liquidação pelo Banco Central, é alvo de investigação da Polícia Federal (PF) por suposta venda de carteiras de crédito sem lastro ao BRB, em esquema que pode alcançar R$ 12 bilhões. A instituição brasiliense figura como credora no processo de liquidação e tenta recuperar os recursos investidos, obedecendo à ordem de prioridades definida pela autoridade monetária.
Tentativa de compra e operação policial
Em março de 2025, o conselho do BRB aprovou a aquisição de 58% do capital do Banco Master por cerca de R$ 2 bilhões. Em setembro do mesmo ano, o banco distrital tentou adquirir parte de uma carteira posteriormente apontada como fraudulenta, o que originou a Operação Compliance Zero.
Nesta quarta-feira, a PF deflagrou a segunda fase da investigação, cumprindo 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além de bloquear R$ 5,7 bilhões em bens de envolvidos.
Contrato de R$ 129 milhões sob escrutínio
Entre as provas reunidas pela PF, foi localizado um contrato que previa o pagamento de R$ 129 milhões à esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no período de três anos. O documento motivou pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito e de impeachment contra o magistrado.
Com informações de Gazeta do Povo