E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Política / Zema defende impeachment de três ministros do STF e chama integrantes de “frutas podres”

Zema defende impeachment de três ministros do STF e chama integrantes de “frutas podres”

ocrente 1785194659
Spread the love

Brasília, 27 de julho de 2026 – O candidato do partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, declarou nesta segunda-feira (27) que “três frutas podres” precisam ser retiradas do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de processos de impeachment que, segundo ele, dependem de uma renovação no Senado.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Zema não citou nomes, mas apontou indiretamente os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O ex-governador mineiro mencionou:

  • um ministro cuja esposa firmou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master;
  • outro que teria participado de transação de R$ 35 milhões envolvendo o resort Tayayá;
  • e um terceiro que recebeu apoio financeiro para congressos jurídicos.

“Todos andaram no jatinho do banqueiro bandido, todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido. O brasileiro está com isso na garganta”, afirmou o presidenciável, referindo-se ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Casos citados

O escritório de advocacia Viviane Barci, da esposa de Alexandre de Moraes, fechou contrato de R$ 129 milhões para prestar consultoria por três anos ao Banco Master. O Barci de Moraes Advocacia nega qualquer irregularidade.

Dias Toffoli chegou a relatar processo relacionado ao Banco Master no STF, mas se declarou impedido após a Polícia Federal encontrar menções a seu nome no celular de Vorcaro. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontou que um fundo controlado pelo banqueiro investiu R$ 35 milhões na compra de parte do resort Tayayá, que teve participação societária do ministro. Toffoli confirmou ter sido sócio no empreendimento, mas disse nunca ter mantido relação financeira com Vorcaro.

Já Gilmar Mendes foi alvo de reportagem da Folha de S. Paulo que revelou patrocínio do Banco Master a eventos paralelos ao Fórum Jurídico de Lisboa, apelidado de “Gilmarpalooza”, e a outro encontro em Londres, ambos com a presença de autoridades brasileiras. Posteriormente, o ministro processou Zema por suposta calúnia após a divulgação, pelo político, de vídeos satirizando os magistrados.

Cobrança ao Senado

Zema reiterou que uma composição diferente no Senado é indispensável para que pedidos de impeachment contra ministros avancem. “Será que o Brasil vai continuar sendo essa república de bananas, onde alguns enriquecem enquanto o brasileiro, o mais endividado da história, luta para pagar suas contas?”, questionou.

O candidato do Novo ainda não definiu vice para a chapa presidencial.

Com informações de Gazeta do Povo