John Shaffer, hoje às vésperas de completar 70 anos, recordou ao portal God Reports o episódio que mudou sua vida em meados da década de 1970, nos Estados Unidos. Segundo ele, uma experiência considerada demoníaca foi interrompida instantaneamente quando pronunciou: “Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, me deixe em paz!”.
Nascido em um lar cristão não praticante, Shaffer conta que a família frequentava cultos dominicais e fazia orações antes das refeições, mas não mantinha um relacionamento profundo com a fé. Na adolescência, sem bases firmes, passou a questionar a religião e a pesquisar outras crenças, como budismo e hinduísmo.
No mesmo período, ficou viciado em pornografia depois de encontrar revistas eróticas, o que, segundo ele, afetou suas notas escolares e sua motivação. Durante férias de verão na casa de um tio adepto da Nova Era, foi apresentado a práticas ocultistas, entre elas a projeção astral.
De volta para casa, Shaffer começou a relatar visões, paralisias noturnas e crises de ansiedade. “Eu via sombras, rostos, ouvia sons estranhos. Foi aterrador perceber que havia algo espiritual ocorrendo”, disse.
Em um sábado de manhã, assistindo televisão, ouviu risadas consideradas malignas e viu o que descreveu como um rosto com dentes de piranha emergir de um círculo escuro. Tomado de medo, correu para o quarto e, lembrando-se da criação cristã, orou em voz alta ordenando que a presença o deixasse.
Segundo o relato, a opressão cessou imediatamente e uma sensação de paz invadiu o ambiente, acompanhada da impressão de ser abraçado. Ele também afirma ter ouvido uma voz tranquilizadora dizendo: “Está tudo bem”.
Após o episódio, Shaffer decidiu estudar a Bíblia. Ao ler a carta aos Romanos, disse ter compreendido o plano de salvação e fez uma oração entregando sua vida a Cristo. Pouco depois, foi batizado na praia de Pirates Cove, Califórnia, em uma cerimônia da Calvary Chapel realizada durante o movimento conhecido como Jesus Revolution.
O ex-adolescente relata que o novo compromisso de fé transformou seus hábitos: “Joguei fora todas as revistas sujas. Ninguém pediu; simplesmente não combinava mais comigo”. Hoje, ele resume seu percurso espiritual afirmando que encontrou propósito e paz.
Com informações de Guiame