O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a morte de um terceiro militar norte-americano em menos de 48 horas na guerra contra o Irã. De acordo com a corporação, o óbito ocorreu no sábado, 18 de julho, no norte do Iraque, durante a detonação controlada de um drone iraniano que havia sido abatido.
Na véspera, sexta-feira (17), outros dois militares dos Estados Unidos foram mortos em uma base na Jordânia. Com as novas baixas, sobe para 17 o número de soldados norte-americanos mortos desde o início da ofensiva conjunta de Washington e Tel Aviv contra Teerã, em 28 de fevereiro.
Ao retornar a Washington depois de acompanhar a final da Copa do Mundo de 2026 em Nova Jersey, o presidente Donald Trump lamentou as perdas. “Estamos muito tristes, mas são patriotas incríveis, lutando para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear”, declarou a jornalistas.
Ataques completam nove dias ininterruptos
Entre a noite de domingo (19) e a madrugada de segunda-feira (20), Estados Unidos e Irã trocaram bombardeios pelo nono dia consecutivo. Trump afirmou que as forças iranianas “foram atingidas com muita força”. Já a autoridade marítima britânica informou que um navio está em chamas e à deriva na costa de Omã após ser atingido por um projétil de origem ainda não identificada.
Por meio de sua imprensa estatal, o regime iraniano alegou ter interceptado dois navios-tanque considerados “não conformes” na região. A escalada recomeçou na semana retrasada, quando Trump declarou encerrado o Memorando de Islamabad — acordo firmado em junho que prorrogava o cessar-fogo de abril e abria 60 dias para negociações de paz. Segundo o presidente, o Irã manteve ataques a embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz por rotas não autorizadas por Teerã.
Com informações de Gazeta do Povo