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PT pede que PGR investigue uso de vídeo de IA com Bolsonaro e presença de Milei em convenção do PL

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Brasília – A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de investigação por supostos crimes eleitorais cometidos durante a convenção nacional do PL, realizada em 25 de julho, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

No pedido, a petista contesta a exibição de um vídeo gerado por inteligência artificial que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, e está proibido de utilizar redes sociais.

“Quem está com os direitos políticos suspensos não pode participar de convenção eleitoral, ainda mais por meio de um vídeo simulado por IA”, declarou Dandara. A parlamentar também requereu que o ex-presidente volte a cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, de onde saiu para o regime domiciliar por razões de saúde.

A representação menciona possível abuso de poder político em favor da chapa de Flávio e pede a cassação do registro de candidatura. Segundo a deputada, a divulgação de uma carta de apoio assinada por Bolsonaro, publicada dias antes pelo senador, reforça a infração.

O documento encaminhado à PGR também invoca o artigo 337 do Código Eleitoral, que proíbe a participação de estrangeiros em atos de campanha. A convenção contou com discurso do presidente da Argentina, Javier Milei, que chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” e “presidiário” e se referiu a Moraes como “lixo careca”.

“Permitir que imagem e voz, ainda que artificiais, inflitam no processo eleitoral esvazia a sanção imposta”, afirma a petição. Para Dandara, tanto o uso da tecnologia quanto a presença de Milei têm “potencial de interferência no pleito” e violam as regras vigentes.

A PGR deve analisar o pedido de investigação nos próximos dias. Até o momento, nem a defesa de Jair Bolsonaro nem a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro se pronunciaram sobre a representação.

Com informações de Gazeta do Povo