A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reeleição divulgou uma cartilha com diretrizes para que militantes abordem eleitores indecisos. O material, intitulado “Guia da Conversa”, sugere que os apoiadores enfatizem que “Lula é católico”, segundo uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.
Com 19 páginas, a cartilha orienta os militantes sobre como conduzir diálogos em locais públicos, como ruas e pontos de ônibus, além de fornecer respostas a críticas de eleitores que apoiam Flávio Bolsonaro, candidato do PL. Um dos trechos do manual refuta a afirmação de que “Lula nem deve ter religião”, recomendando que os militantes respondam afirmando que “Lula é católico e sempre guiado por valores cristãos de amor ao próximo e cuidado com quem mais precisa”.
O documento tem circulado em grupos de WhatsApp, incluindo o “Pode Espalhar”. Também tem atraído a atenção de grupos evangélicos que apoiam Lula, que compartilham o material com mensagens de saudação.
Na reta final da campanha, a questão religiosa ganhou destaque após uma fake news que associava Flávio Bolsonaro a uma tentativa de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Essa informação, que circulou nas redes sociais, baseou-se em uma proposta de lei arquivada desde 2008 e que não tinha relação com o atual candidato.
A alegação foi amplificada após a comentarista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionar uma reação de católicos a setores evangélicos que supostamente buscavam destituir Nossa Senhora Aparecida. Embora a emissora tenha corrigido a informação, o tema se tornou parte do discurso da campanha de Lula.
Em entrevista ao Canal Livre, da TV Bandeirantes, Lula declarou que “mexer com a Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”. Por sua vez, Flávio Bolsonaro protocolou ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) para coibir a propagação da fake news.
Fonte: Revista Oeste.









