São Paulo, 26 jul. 2026 — Aos 43 anos, a engenheira Cristina Junqueira conduz a expansão internacional do Nubank, fintech que ajudou a fundar em 2013 e que hoje lidera o mercado brasileiro em número de clientes.
Ideia nasceu da insatisfação com tarifas bancárias
Em 2013, enquanto chefiava a área de cartões de um grande banco, Junqueira concluiu que o sistema cobrava tarifas elevadas e oferecia serviços burocráticos. O encontro com o colombiano David Vélez — que também buscava criar uma solução financeira mais simples — resultou na decisão de lançar uma fintech focada no atendimento digital e livre de taxas abusivas.
Barreiras iniciais em um setor fechado
Para entrar em um mercado dominado por cinco grandes instituições, os fundadores precisaram superar exigências rígidas do Banco Central e levantar capital suficiente para operar. Além disso, convencer investidores de que uma startup 100% online poderia competir com bancos bilionários foi um dos principais desafios, lembra a executiva.
Modelo de negócio baseado em tecnologia
O primeiro produto do Nubank foi um cartão de crédito sem anuidade administrado exclusivamente por aplicativo, novidade à época no país. Nos primeiros meses, Junqueira chegou a responder reclamações de clientes de madrugada para identificar falhas e melhorar o serviço.
Rotina disciplinada e vida nos Estados Unidos
Mãe de quatro filhos e residente nos Estados Unidos, a cofundadora do Nubank mantém uma rotina que começa antes das 6h. Conhecida pelo extremo cuidado com detalhes, ela revisa desde apresentações estratégicas até rodapés de e-mail.
Fé católica e decisões de negócios
Recém-convertida ao catolicismo, Junqueira afirma que a espiritualidade agora orienta suas escolhas profissionais. Entre os hábitos que adotou estão rezar o terço e participar de missas dominicais.
Com uma fortuna bilionária e mais de uma década de atuação na fintech, Cristina Junqueira segue à frente das estratégias que pretendem levar o Nubank a novos mercados fora da América Latina.
Com informações de Gazeta do Povo