O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que “nunca foi próximo” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista à CBN Recife, o ex-governador de Minas Gerais lembrou que chegou a ser cogitado como vice na chapa do parlamentar, mas reiterou não ter mantido relação direta com ele.
“Nós nunca fomos próximos. Estive mais próximo do presidente Bolsonaro porque fui governador enquanto ele era presidente, apoiei em 2022 e fui reeleito em primeiro turno em Minas Gerais. Com o senador, não tive muito contato”, declarou.
Críticas ao relacionamento com Daniel Vorcaro
Zema voltou a questionar a ligação de Flávio com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso sob suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras. Reportagem do The Intercept Brasil, publicada em maio, indicou que o senador teria intermediado R$ 134 milhões em investimentos de Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, dos quais R$ 61 milhões teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025.
Na época, o senador confirmou o pedido de recursos, negou irregularidades e admitiu ter visitado Vorcaro em São Paulo um dia após o banqueiro deixar a prisão. O episódio foi classificado por Zema como “um tapa na cara”, provocando atrito entre Novo e PL, aliados em vários estados.
Encontros e novos atritos
Apesar de se reunirem na 21ª edição da Megaleite, em Belo Horizonte, onde defenderam a união da direita contra o PT, Zema voltou a criticar a proximidade entre Flávio e Vorcaro durante sabatina promovida pelo Brasil Paralelo, em 12 de junho. “Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, afirmou.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu sugerindo um rompimento total entre Novo e PL, declaração minimizada por Zema, que disse que o parlamentar “parece ter vestido a carapuça”. Já Flávio defendeu, em 15 de junho, o financiamento do filme: “É uma relação privada, um investimento, e a pessoa teria um retorno”, argumentou em evento da revista Veja, em São Paulo.
As divergências mantêm o impasse entre as legendas às vésperas da formação das chapas para as eleições de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo