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Vídeo de Janja preparando paca para Lula provoca críticas e aponta ligação com Emílio Odebrecht

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Uma publicação de Rosângela da Silva, a Janja, no domingo de Páscoa, gerou ampla repercussão nas redes sociais. No vídeo, ela aparece na cozinha da Granja do Torto preparando carne de paca para o almoço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a gravação, Lula pergunta: “O que você está preparando para mim?” Janja responde: “Estou cozinhando paca para você, com bastante alho, bastante tempero verde.”

A cena despertou críticas de usuários e de ambientalistas que questionaram o consumo da espécie silvestre. Após a polêmica, Janja afirmou que a carne veio de um criador autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Origem da carne

A justificativa abriu espaço para novos questionamentos sobre quem teria fornecido o animal. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o responsável seria o empresário Emílio Odebrecht, apontado como um dos maiores criadores de paca do país e velho conhecido de Lula. Segundo a coluna, o engenheiro costuma enviar o animal como presente ao presidente.

Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre o assunto.

Quem é Emílio Odebrecht

Nascido em Salvador em 1945, Emílio Alves Odebrecht é engenheiro civil formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ingressou na construtora da família na década de 1960, atuando inicialmente como estagiário. Em 1981, tornou-se vice-presidente da companhia e, nos anos 1990, assumiu o comando do grupo fundado por seu pai, Norberto Odebrecht.

Permaneceu à frente da empresa até 2002, quando deixou o cargo, mas manteve influência estratégica no conglomerado. Voltou à presidência em 2015, após a prisão do filho, Marcelo Odebrecht, na Operação Lava Jato. Hoje rebatizado como Novonor, o grupo consolidou-se como um dos maiores da América Latina nos setores de engenharia e infraestrutura.

Em 2016, Emílio Odebrecht figurou entre os bilionários brasileiros listados pela revista Forbes. No mesmo ano, firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República no âmbito da Lava Jato, citando centenas de políticos. Como parte do trato, cumpriu pena em regime domiciliar.

A notícia encerra-se aqui, sem posição oficial do governo sobre o fornecimento da carne de paca servida ao presidente.

Com informações de Direita Online