Washington (EUA) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, em um negócio estimado em US$ 111 bilhões.
A Divisão Antitruste concluiu que a operação não traz riscos significativos à concorrência nem aos consumidores norte-americanos, dispensando exigências de venda de ativos ou compromissos adicionais por parte das empresas.
Em nota, a Paramount agradeceu às autoridades que analisaram o caso e afirmou que a fusão criará uma companhia mais robusta para disputar espaço com as grandes plataformas de tecnologia e streaming.
Ativos envolvidos
Com o aval federal, a Paramount passa a controlar marcas de peso da Warner Bros. Discovery, entre elas HBO, Max, Warner Bros., DC Studios, CNN, TBS, TNT, HGTV e Discovery+. A união reunirá alguns dos maiores estúdios, canais a cabo e serviços de streaming do mercado dos Estados Unidos.
Oito meses de análise
A investigação do Departamento de Justiça durou cerca de oito meses, período em que foram examinados mais de 2 milhões de documentos e colhidos depoimentos de dezenas de executivos, além de observações de terceiros do setor de mídia e entretenimento.
Exames internacionais e ações estaduais
Embora aprovada em âmbito federal norte-americano, a fusão ainda enfrenta avaliações no exterior. O órgão de concorrência do Reino Unido abriu investigação para verificar possíveis impactos no mercado britânico, enquanto reguladores europeus analisam aspectos financeiros da transação.
Nos Estados Unidos, procuradores-gerais de alguns estados podem tentar barrar a operação judicialmente. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta (Partido Democrata), declarou que seu gabinete continua apurando o caso.
Disputa e críticas
A Paramount superou a Netflix ao apresentar a oferta vencedora pelos ativos da Warner Bros. Discovery. O negócio, no entanto, recebe críticas de parte da indústria, de jornalistas e de parlamentares democratas, que enxergam concentração excessiva, possível redução de empregos e riscos à independência editorial de redes como CNN e CBS News. A Paramount refuta as alegações e sustenta que a fusão estimulará a competição ao ampliar investimentos em conteúdo, tecnologia e talentos.
Com a aprovação federal, o acordo avança para as fases finais de tramitação, restando a conclusão das análises regulatórias fora dos Estados Unidos e eventuais contestações estaduais.
Com informações de Gazeta do Povo