O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta sexta-feira (12) que forças norte-americanas mataram Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, apontado como chefe máximo do Tren de Aragua, facção criminosa venezuelana listada por Washington como organização terrorista estrangeira desde 2025.
De acordo com Trump, a ação foi conduzida pelo Comando Sul dos EUA em território venezuelano e seguiu ordens diretas da Casa Branca. O presidente descreveu a operação como “rápida e letal” e afirmou que houve coordenação com autoridades da Venezuela.
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, confirmou que o ataque ocorreu em um complexo do Tren de Aragua e contou com apoio de forças de segurança venezuelanas. Detalhes sobre o tipo de armamento empregado não foram divulgados.
Recompensa de US$ 5 milhões
Após a inclusão do grupo na lista de organizações terroristas, o Departamento de Estado havia oferecido até US$ 5 milhões por informações que levassem à captura de Guerrero Flores. O líder respondia a acusações de narcoterrorismo em corte federal de Nova York, onde promotores o culpavam por planejar e facilitar atos terroristas nos Estados Unidos.
Expansão criminosa
Fundado há mais de dez anos em uma penitenciária no estado venezuelano de Aragua, o Tren de Aragua se espalhou por outros países americanos impulsionado pelo fluxo migratório da Venezuela.
Política de linha dura
A operação ocorre dentro da estratégia de Washington de classificar facções da América Latina como ameaças à segurança nacional. No último dia 5 de junho, o governo Trump também incluiu as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de grupos terroristas.
Segundo o Departamento de Estado, a designação permite bloquear recursos financeiros, dificultar apoio externo e ampliar medidas de contraterrorismo contra essas organizações.
Trump afirmou que o Tren de Aragua “já não possui refúgio seguro” e prometeu continuar perseguindo facções criminosas “onde quer que estejam”.
Com informações de Gazeta do Povo