Goiânia (GO), 27/06/2026 – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu neste sábado (27) o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a sucessão presidencial e apelou pela união do partido depois do desgaste público provocado por declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Durante ato de pré-campanha em Goiânia, Valdemar disse que Flávio “foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro” para a disputa de 2026. “Bolsonaro sempre fez a melhor escolha. Teve quatro anos de governo, mas só conseguiu governar dois por causa da pandemia que parou o mundo. Se escolheu Flávio, é porque ele é o melhor para o Brasil”, declarou.
O dirigente estava em Miami, nos Estados Unidos, quando estourou a controvérsia. Ele antecipou o retorno para conversar separadamente com Flávio e Michelle, preocupado com o impacto eleitoral do desentendimento. Antes de embarcar, disse à TV Globo: “Precisamos acertar isso; se não, já começamos perdendo em casa”.
Senador fala em “deixar diferenças de lado”
No mesmo evento, Flávio evitou citar o nome da madrasta, mas reforçou o apelo por coesão interna. “É muito importante todos nós estarmos cada vez mais unidos, deixarmos nossas pequenas diferenças de lado. Às vezes escolhemos caminhos diferentes para chegar ao mesmo destino”, afirmou.
Na sexta-feira (26), o senador já havia tratado o episódio como “página virada” ao conversar com jornalistas. De forma bem-humorada, disse que usava uma “blusa branca da paz” e contou ter visitado o pai, acrescentando que “estava tudo bem”. Ele não revelou se havia falado com Michelle.
Origem da divergência
A crise veio à tona na quarta-feira (24), quando Michelle divulgou vídeo de 27 minutos alegando ter sido maltratada e humilhada por Flávio em discussões sobre a eleição para o governo do Ceará. No dia seguinte, ela recuou das críticas e negou existir disputa de poder dentro do PL ou com o marido. Flávio, por sua vez, publicou nota pedindo desculpas e assegurou que nunca a desrespeitou.
Com a tentativa de reconciliação, a direção do partido espera conter danos à pré-candidatura do senador e reforçar a imagem de unidade em torno do projeto eleitoral de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo