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Lindbergh Farias recorre ao STF contra mudança de relator em investigação sobre filme de Bolsonaro

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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a decisão que transferiu para o ministro André Mendonça a relatoria da notícia-crime que apura o destino de recursos para o filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A redistribuição foi determinada na quinta-feira (25) pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Na ocasião, Fachin apontou similaridades entre os fatos narrados no processo e investigações já conduzidas por Mendonça sobre o Banco Master.

Segundo os autos, o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, é suspeito de ter enviado aproximadamente R$ 61 milhões a um fundo nos Estados Unidos para financiar a produção cinematográfica.

Argumentos do recurso

No pedido, Lindbergh sustenta que a mera coincidência de personagens não basta para concentrar as apurações com o mesmo relator. Para o parlamentar, os casos tratam de objetos distintos, sendo necessária “conexão probatória concreta, verificável e juridicamente relevante”.

O deputado também menciona possível vínculo com outro inquérito que tramita no STF sob relatoria do ministro Flávio Dino, acerca do direcionamento de emendas parlamentares. Uma das frentes dessa investigação apura eventuais repasses à produtora responsável pelo longa-metragem.

Origem do processo

O caso chegou inicialmente ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes após Lindbergh solicitar a expansão de uma apuração envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, incluindo fatos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro. Informações divulgadas indicam que Flávio teria pedido a Vorcaro cerca de R$ 134 milhões para financiar o filme, levantando suspeitas de que parte do montante pudesse sustentar atividades políticas de Eduardo no exterior.

Até o momento, todos os citados negam irregularidades nas transações investigadas.

Com informações de Direita Online