A senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi designada em 9 de julho de 2026 como nova líder do governo Lula no Senado. Ela substitui o senador Jaques Wagner, afastado após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.
Missão imediata
A principal tarefa de Leitão é convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a incluir na pauta a Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1. O Planalto quer aprovar a medida ainda em agosto para utilizá-la como vitrine eleitoral.
Contexto da troca de liderança
Jaques Wagner deixou o posto de articulador oficial após se tornar investigado por supostas irregularidades ligadas ao Banco Master. A mudança busca evitar que o desgaste político paralise as negociações de interesse do Executivo.
Clima de tensão no Senado
Alcolumbre e o governo mantêm relação considerada inflexível. Nos últimos meses, o presidente da Casa impôs derrotas ao Palácio do Planalto, como a rejeição de indicações ao Supremo Tribunal Federal e a inclusão de projetos apelidados de “bombas fiscais” — entre eles o Refis do Agro e novos pisos salariais, com impacto estimado em mais de R$ 30 bilhões.
Protocolo de crise
Cientistas políticos ouvidos pela reportagem avaliam que Teresa Leitão adota um “protocolo de crise”: em público, procura demonstrar normalidade e seguir o rito legislativo, enquanto busca ganhar tempo para recompor a base governista.
Perspectiva de votação
A PEC do 6×1 está parada na Mesa Diretora desde maio e enfrenta um calendário apertado. O recesso parlamentar começa em 17 de julho e o segundo semestre será dominado pelas campanhas das eleições de outubro. Sem acordo político logo no retorno dos trabalhos, as chances de levar o texto ao plenário neste ano são consideradas baixas.
Com a liderança, Teresa Leitão passa a ser o principal canal de diálogo do Planalto com o comando do Senado em meio a um cenário de minoria governista e negociações travadas.
Com informações de Gazeta do Povo