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Ricardo Salles admite abrir mão de vaga ao Senado se Mello Araújo for o nome de consenso

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O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) afirmou que pode retirar sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo caso o grupo de direita escolha o vice-prefeito da capital, Mello Araújo, como representante na disputa de 2026. A declaração foi feita nesta quinta-feira (7), durante participação no programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo.

A possibilidade foi levantada depois que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou apoio ao presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), para a mesma vaga. “Se acham que eu tenho apego ao cargo, escolham alguém decente de São Paulo, como o Mello Araújo, que é a escolha do Jair Bolsonaro. Pelo Mello Araújo, eu abro mão”, disse Salles.

Críticas ao Centrão e a André do Prado

Salles classificou o Centrão como “o câncer do Brasil” e acusou o grupo de se “fingir de direita” para vencer eleições. Ao direcionar ataques a André do Prado, afirmou ser “inadmissível” que o PL indique “alguém que não é de direita”. Segundo o parlamentar, o presidente da Alesp “está há 32 anos sob a asa de Valdemar da Costa Neto”, dirigente do PL condenado no caso Mensalão.

Para o deputado, não há “menor hipótese” de uma candidatura de Prado reunir o apoio de nomes considerados conservadores. “Duvido que eles tenham o mesmo desprendimento”, completou, referindo-se a eventuais renúncias de adversários internos.

Justificativa de Eduardo Bolsonaro

Sem se manifestar sobre as críticas, André do Prado ainda não comentou o episódio. Já Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao canal Auriverde Brasil, reforçou o apoio ao presidente da Alesp. “O André do Prado é uma pessoa aberta e que eu estou trazendo cada vez mais para o lado de cá. Será a união do voto de opinião e do chamado voto de máquina”, justificou.

As definições sobre a chapa ao Senado em São Paulo devem avançar nos próximos meses, mas, por ora, Salles condiciona qualquer retirada a um acordo em torno de Mello Araújo, nome que — segundo ele — tem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com informações de Gazeta do Povo