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Republicanos sinaliza inclinação ao centro-direita em 2026, mas decisão segue em aberto

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O novo líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Augusto Coutinho (PE), afirmou que o partido ainda não definiu a quem irá apoiar na eleição presidencial de 2026, embora o movimento interno aponte para uma candidatura de centro-direita. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta terça-feira (10).

Cenário ainda indefinido

Coutinho disse que, após a retirada do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, da disputa nacional, a sigla optou por cautela. “É difícil, neste momento, dizer que o partido caminhará automaticamente para um ou outro campo. Mas a tendência é caminhar em uma candidatura de centro-direita”, afirmou.

Entre os nomes citados pelo parlamentar como alternativas estão os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Segundo ele, a autonomia regional deve ser mantida caso o Republicanos não lance candidatura própria, repetindo a estratégia adotada em 2022.

Liderança consolidada

Quatro vezes deputado federal, Coutinho assumiu a liderança após indicação do presidente do partido, Marcos Pereira. Ele relatou que toda a bancada assinou a lista de apoio sem necessidade de reunião formal, reflexo, segundo o parlamentar, da boa relação construída com os colegas.

Diálogo com governo e oposição

O líder ressaltou que o Republicanos, apesar de ocupar a presidência da Câmara, mantém diálogo tanto com o Palácio do Planalto quanto com a oposição. “Há diferenças ideológicas claras com o PT, mas quando o tema é de interesse do país o diálogo acontece”, declarou.

Regulamentação de plataformas digitais

Relator do PL 152/2025, que regulamenta o trabalho em aplicativos, Coutinho defendeu que o texto preserve a característica de “trabalhador de plataforma sem vínculo empregatício”. Ele se mostrou disposto a ajustar a redação para evitar dúvidas e disse que experiências internacionais apontam falhas onde se tentou impor vínculo celetista.

O deputado argumentou que o objetivo é garantir direitos mínimos sem inviabilizar o modelo de negócios ou a flexibilidade buscada por motoristas e entregadores. “Empresa não pode legislar sozinha”, completou, destacando que o diálogo com empresas, Congresso e governo continua para reduzir resistências e insegurança jurídica.

Com informações de Gazeta do Povo