Brasília – Um relatório entregue nesta sexta-feira (12) ao Supremo Tribunal Federal (STF) indica que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou “piora considerável” nas crises de soluço registradas em 9 e 10 de junho, exigindo aumento da medicação até o limite terapêutico de segurança.
O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, foi encaminhado pela defesa de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes por 90 dias. Ao fim do mês, o magistrado decidirá se o ex-presidente continua em casa ou retorna ao Complexo da Papuda.
Detalhes do quadro clínico
Segundo o médico, a intensidade e a frequência dos soluços pioraram apesar de ajustes anteriores no tratamento. Caiado recomendou que, “em momento oportuno”, Bolsonaro passe por exames do trato digestivo para esclarecer as causas e adequar a conduta terapêutica.
O relatório também informa:
- Cardiovascular: estado estável, pressão arterial controlada, mas com queixa de fadiga em esforços moderados e oscilações de equilíbrio corporal.
- Respiratório: ausculta pulmonar reduzida na base do pulmão esquerdo, sequela de pneumonia broncoaspirativa diagnosticada há três meses.
Declaração de Michelle Bolsonaro
Na terça-feira (9), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o marido tem dias de melhora seguida por recaídas devido às crises de soluço. Ela defendeu a prorrogação da prisão domiciliar, afirmando que Bolsonaro “precisa estar em casa para receber todos os cuidados”.
Recuperação do ombro
Bolsonaro foi submetido a cirurgia no ombro direito em 1º de maio. O fisioterapeuta Kleber Caiado descreveu evolução satisfatória, com aumento da amplitude de movimento e redução da dor. Porém, durante sessão realizada na quinta-feira (11), o ex-presidente relatou fadiga e tensão muscular atribuídas aos episódios prolongados de soluço do dia anterior.
A defesa aguarda a análise do STF sobre a possível extensão da prisão domiciliar, enquanto monitora a resposta de Bolsonaro ao tratamento intensificado contra as crises de soluço.
Com informações de Gazeta do Povo