Home / Política / PT recorre ao TSE para derrubar avatar de IA “Dona Maria” que critica Lula

PT recorre ao TSE para derrubar avatar de IA “Dona Maria” que critica Lula

ocrente 1777138454
Spread the love

A federação formada por PT, PV e PCdoB protocolou, em 25 de abril de 2026, uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão e a remoção dos perfis da personagem virtual “Dona Maria” em diversas redes sociais.

Criado por inteligência artificial, o avatar — que simula uma mulher idosa e negra — publica críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a integrantes do PT e de outras legendas de esquerda. Os partidos alegam prática de propaganda eleitoral antecipada e disseminação de desinformação.

Acusações apresentadas

No documento, os advogados sustentam que:

  • o público pode confundir o avatar com uma pessoa real, favorecendo a circulação de conteúdo enganoso;
  • a identificação de que se trata de material gerado por IA não é mantida de forma clara em todas as postagens;
  • as publicações misturam críticas ao governo federal, ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal e elogios a políticos de direita, caracterizando, segundo a federação, propaganda eleitoral disfarçada;
  • há exploração comercial do perfil por meio de parcerias, monetização e oferta de cursos sobre inteligência artificial e automação para redes sociais;
  • alguns vídeos e textos veiculam informações consideradas falsas ou distorcidas sobre tributação, programas governamentais e declarações atribuídas ao presidente Lula.

Pedidos ao TSE

A federação requer a suspensão imediata dos perfis da “Dona Maria” em plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e X, além de medidas que impeçam a republicação do conteúdo. O grupo solicita ainda a identificação dos responsáveis pela criação e pela obtenção de ganhos financeiros com o avatar.

Os partidos pedem que a Justiça Eleitoral reconheça a irregularidade do material, apontando uso de inteligência artificial sem indicação adequada e disseminação de desinformação como fundamentos para a retirada.

Com informações de Gazeta do Povo