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PT apresenta projeto de código de ética para o STF após escândalo do Banco Master

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Brasília, 20 de abril de 2026 – O Partido dos Trabalhadores (PT) entrega nesta semana ao Congresso uma proposta de reforma do Judiciário que cria códigos de ética mais rígidos para o Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa surge depois de investigações que ligam os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ao caso Banco Master, episódio que abalou a imagem da Corte.

Objetivo da proposta

O texto do PT prevê a elaboração e o aperfeiçoamento de regras claras de integridade, transparência e conduta para os tribunais superiores, com foco no STF. Também reforça mecanismos internos de punição a desvios sem comprometer a independência das decisões judiciais. Segundo o partido, o uso político da Justiça ameaça a democracia e desgasta a confiança da população nas instituições.

Ministros na mira das investigações

Alexandre de Moraes é citado em apurações da Polícia Federal que apontam diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro, além de um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa. Já Dias Toffoli é investigado pela participação societária em um hotel de luxo cujas ações teriam sido negociadas com um pastor acusado de fraudes financeiras relacionadas ao grupo bancário.

Reação do governo

Em meio à crise, o governo Lula busca se distanciar do desgaste do STF para não afetar a campanha de reeleição em outubro. O presidente defendeu publicamente que Moraes se declarasse impedido de julgar processos ligados ao Banco Master e orientou a Secretaria de Comunicação Social a enfatizar o protagonismo do Planalto no combate ao crime organizado.

Percepção popular

Levantamento do Datafolha indica que 55% dos brasileiros veem algum nível de envolvimento de ministros do STF no escândalo, enquanto 70% defendem mudanças no funcionamento da Corte. Pesquisa Quaest mostra que 53% dos entrevistados não confiam na atuação do tribunal frente às denúncias.

Divisão interna no Supremo

Não há consenso entre os ministros sobre a adoção de um código de ética. O presidente do STF, Edson Fachin, apoia a medida, mas enfrenta resistência de colegas, inclusive dos próprios Moraes e Toffoli, que se opõem à imposição de regras mais duras.

A proposta do PT será protocolada ainda esta semana e deve abrir nova etapa de debates no Congresso sobre transparência e responsabilização no Judiciário.

Com informações de Gazeta do Povo