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PF cumpre mandados e afasta perito por vazamento na Operação Compliance Zero

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Brasília – A Polícia Federal executou, na manhã desta terça-feira (19), dois mandados de busca e apreensão e afastou um perito criminal federal suspeito de repassar à imprensa informações sigilosas sobre as investigações que cercam o Banco Master, liquidado no fim de 2025. A ação marca a sétima fase da Operação Compliance Zero e foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o STF, o servidor, lotado em Rondônia, teria violado o dever funcional ao divulgar dados colhidos em material apreendido nas etapas anteriores da operação. O tribunal destacou que a apuração se concentra exclusivamente na conduta do agente público e que o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa permanecem resguardados.

Em nota, a PF informou que a medida visa “apurar suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas à investigação” e confirmou o afastamento cautelar do perito por suspeita de violação de sigilo funcional.

Escândalo do Banco Master

A Operação Compliance Zero busca esclarecer um esquema financeiro envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Desde a primeira fase, deflagrada em novembro de 2025, vieram a público detalhes sobre relações do empresário com autoridades, incluindo um contrato de R$ 129 milhões entre o banco e a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e a sociedade do ministro Dias Toffoli em um resort no interior do Paraná, cujas cotas teriam sido negociadas com fundos ligados ao Master por intermédio do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Fontes próximas à investigação afirmam que o perito teria direcionado os vazamentos para assuntos específicos e que novos elementos ainda estão sob análise.

Garantias à imprensa

O STF frisou que os mandados possuem “natureza específica e instrumental”, voltada à preservação das apurações, prevenção de futuras violações e coleta de provas pendentes. O Supremo reiterou que nenhum jornalista ou veículo de comunicação é alvo da operação.

A investigação seguirá sob sigilo, enquanto o servidor permanece afastado de suas funções até a conclusão do inquérito.

Com informações de Gazeta do Povo