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Xi recebe Putin na China dias depois de Trump; líderes devem assinar 40 acordos

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Pequim, 19 de maio de 2026 – O presidente chinês, Xi Jinping, recebe nesta terça-feira (19) o líder russo Vladimir Putin para uma visita oficial de três dias destinada a discutir crises internacionais e aprofundar a cooperação econômica entre os dois países.

Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Rudenko, a agenda inclui “todas as crises-chave que o mundo enfrenta” e questões bilaterais, além de um balanço da recente viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim. “Temos uma agenda muito ampla”, declarou Rudenko à agência Tass.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o encontro permitirá a Moscou receber informações diretas sobre as conversas sino-americanas e trocar visões sobre as negociações com Washington.

Marcos diplomáticos

A visita de Putin coincide com o 25º aniversário do Acordo de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação assinado por Moscou e Pequim em 2001. Desde então, os presidentes já se reuniram cerca de 40 vezes. Em fevereiro de 2022, pouco antes da invasão em larga escala da Ucrânia, Xi e Putin declararam uma “amizade sem limites”.

Embora defenda publicamente o respeito à soberania dos Estados, a China também sustenta que as “legítimas preocupações de segurança” da Rússia devem ser consideradas no conflito ucraniano. De acordo com reportagem da Reuters, cerca de 200 militares russos teriam recebido treinamento secreto na China no fim do ano passado, e parte deles já estaria em combate na Ucrânia.

Energia no centro das negociações

A China tornou-se o maior comprador de petróleo e gás russos. Em 2025, Moscou exportou 101 milhões de toneladas de petróleo e 49 bilhões de metros cúbicos de gás para o mercado chinês. O comércio bilateral chegou a US$ 227,9 bilhões, com expansão em setores como máquinas, tecnologia e comércio eletrônico.

Entre os projetos em discussão está o gasoduto Força da Sibéria-2, que pretende levar gás russo à China via Mongólia. Novos contratos energéticos podem ajudar a Rússia a aliviar pressões econômicas internas e sustentar seu esforço militar na Ucrânia.

Próximos passos

O Kremlin informa que Putin viajará acompanhado de 39 integrantes de sua comitiva e deverá retornar à China em novembro para a cúpula da APEC em Shenzhen. Ao fim desta visita, Xi e Putin planejam firmar cerca de 40 documentos, incluindo uma declaração sobre o fortalecimento da parceria estratégica e outra que defende uma “nova ordem mundial” e um “novo tipo de relações internacionais”.

Com informações de Gazeta do Povo