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PF retira credencial de representante do FBI no Brasil após delegado brasileiro perder acesso nos EUA

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Brasília – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, informou nesta quarta-feira (22) que revogou a credencial do adido do FBI no Brasil. A decisão, segundo ele, responde à suspensão dos acessos do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho aos sistemas de segurança norte-americanos na Flórida.

Carvalho participou recentemente da prisão do ex-diretor da PF Alexandre Ramagem (PL-RJ) nos Estados Unidos. Após o episódio, as autoridades norte-americanas retiraram seu credenciamento e, sem notificação formal de expulsão, bloquearam seu login no Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). O policial foi orientado por Rodrigues a retornar ao Brasil para prestar esclarecimentos.

Em entrevista à GloboNews, o diretor-geral classificou a medida norte-americana como “injustificada” e disse ter atuado por reciprocidade diplomática. “Tirei a credencial do adido americano com pesar, mas era necessário diante do que ocorreu”, declarou.

Rodrigues também criticou o governo dos Estados Unidos por anunciar a restrição ao delegado brasileiro por meio de redes sociais. “A PF não se guia por postagens na internet”, afirmou, acrescentando que aguarda comunicação oficial de Washington para definir próximos passos.

O governo Trump acusou Marcelo Ivo de tentar burlar procedimentos formais de extradição e de prolongar perseguições políticas em território norte-americano. A crítica foi publicada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental na segunda-feira (20).

De acordo com Rodrigues, o delegado brasileiro tem histórico de localizar foragidos e colaborar em dezenas de deportações. “É um profissional qualificado”, disse, rejeitando a versão de que haveria qualquer irregularidade na atuação do policial.

O diretor-geral não detalhou por quanto tempo a credencial do representante do FBI permanecerá suspensa, mas indicou que a medida pode ser revista caso os Estados Unidos oficializem sua posição sobre o caso do delegado brasileiro.

Com informações de Gazeta do Povo