Berlim, 19 abr. 2026 – Em viagem oficial à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil está entre os países “que menos sofrem” com os reflexos da guerra no Irã sobre o mercado de combustíveis. A fala ocorreu na cerimônia de abertura da Feira Industrial de Hanôver, na Alemanha, na presença do chanceler alemão, Friedrich Merz, e de autoridades e empresários dos dois países.
“O Brasil é um dos menos afetados pela maluquice da guerra no Irã. Não estamos sofrendo com o aumento do preço do petróleo como muitos outros, porque o governo tomou medidas e o país importa apenas 30% do seu óleo diesel”, disse Lula.
Subsídio e desoneração para conter preços
Segundo o governo, o impacto médio do diesel no Brasil ficou em até 26%, patamar semelhante ao da China, onde o reajuste foi de 25%. Na Índia, incentivos reduziram a alta para 5%. Já a Europa registrou elevação média de 30% e os Estados Unidos, de 41%.
No Brasil, a contenção foi possível graças a uma subvenção de R$ 1,20 por litro aplicada ao diesel importado, definida em parceria com os governos estaduais. O subsídio foi compensado por isenção de PIS e Cofins sobre o combustível e por novas alíquotas: 12% sobre exportação de petróleo e 50% sobre exportação de diesel.
Defesa do agro brasileiro
No mesmo discurso, Lula criticou “narrativas falsas” que relacionam a agricultura nacional ao desmatamento e defendeu a remoção de barreiras aos biocombustíveis, classificando-as como “contraproducentes do ponto de vista ambiental e energético”.
Comitiva robusta
Lula desembarcou na Europa na quinta-feira (16) acompanhado de 15 ministros, além dos presidentes do BNDES e da Fundação Oswaldo Cruz, informou a embaixadora Vanessa Dolce de Faria, assessora especial do Itamaraty.
Encerrada a agenda na Alemanha, o presidente seguirá para compromissos em outros países europeus antes de retornar a Brasília.
Com informações de Gazeta do Povo