A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão revogou, no fim da tarde de segunda-feira (11), a prisão preventiva do ex-prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió, e de outros 14 investigados por suposto esquema que teria desviado cerca de R$ 56 milhões dos cofres municipais.
A decisão, assinada pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, considerou que a intervenção estadual em Turilândia e o encerramento da fase de coleta de provas reduziram os motivos para manter os acusados presos.
O processo apura possíveis crimes de organização criminosa, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Todos os 18 envolvidos já haviam sido denunciados pelo Ministério Público do Maranhão.
Medidas cautelares substituem prisão
Com a revogação, nenhum dos investigados permanece em regime fechado. Para os 15 que deixaram a prisão, a Justiça determinou medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar.
Duas investigadas seguem em prisão domiciliar, entre elas a vice-prefeita Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça, cuja situação foi mantida pelo Judiciário.
Comemoração nas ruas
A libertação de Paulo Curió provocou celebração em Turilândia. Moradores soltaram fogos de artifício na noite de terça-feira (12) para marcar o retorno do ex-gestor ao convívio público.
Turilândia, município maranhense emancipado em 1994, conta hoje com 31.638 habitantes, segundo o Censo 2022, e é conhecido por seu pôr do sol e eventos culturais tradicionais.
Com informações de Direita Online