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Janja condena vídeos de consumo de detergente Ypê e chama protestos de “muita ignorância”

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Brasília — A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, criticou nesta segunda-feira (11) a onda de vídeos em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem comprando e, em alguns casos, ingerindo detergente da marca Ypê em protesto contra decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Durante cerimônia no Palácio do Planalto que sancionou a lei de criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, Janja classificou as gravações como “muita ignorância” e questionou: “Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado?”.

Suspensão de lotes

A polêmica começou em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e uso de lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos pela Química Amparo, responsável pela marca Ypê. Inspeções apontaram falhas no controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica em produtos com numeração final 1.

Nas redes sociais, influenciadores ligados à direita reagiram comprando e exibindo os produtos. Alguns chegaram a simular — ou efetivamente realizar — a ingestão do detergente. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou foto do frasco em tom de apoio à empresa, acusando a Anvisa de agir politicamente.

Governo rebate politização

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a suspensão foi baseada em critérios técnicos e lembrou que Daniel Meirelles, diretor da Anvisa responsável pelo ato, foi indicado ainda no governo Bolsonaro. Padilha classificou os vídeos como “irresponsáveis” por, segundo ele, transformarem uma questão sanitária em disputa política.

Posicionamento da empresa

A Ypê informou manter paralisadas, desde 7 de maio, as linhas de produção dos itens afetados, mesmo após obter efeito suspensivo parcial na Justiça. A companhia diz colaborar com as autoridades para cumprir as exigências e orienta consumidores a procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para troca ou devolução dos produtos.

A Anvisa reforçou que o risco sanitário permanece até a conclusão das análises em andamento e que a decisão de suspender os lotes foi tomada em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância.

Com informações de Gazeta do Povo