Pelo menos 50 das 69 universidades federais do país enfrentam greve total ou parcial de servidores técnico-administrativos, segundo relatório da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) divulgado na sexta-feira, 17 de abril.
O levantamento aponta que a maior concentração de paralisações está no Sudeste, com 16 instituições, seguido pelo Nordeste (14), Sul (13), Norte (5) e Centro-Oeste (2).
Algumas unidades estão paradas há dois meses, enquanto outras aderiram ao movimento no sábado, 18 de abril. A categoria reúne profissionais que atuam em bibliotecas, rádios, cantinas e hospitais universitários.
Os trabalhadores reivindicam o cumprimento de um acordo firmado em 2024, que prevê melhorias para aposentados e a redução da jornada semanal de 40 para 30 horas. Nos hospitais universitários, o grupo cobra a regulamentação da escala 12×60, com 12 horas de trabalho para 60 de descanso, o que representa de 10 a 11 plantões por mês.
No dia 15 de março, o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra realizou a “Marcha da Classe Trabalhadora”, ato que incluiu também a defesa do fim da escala 6×1 no setor privado. A proposta de emenda à Constituição que trata do tema avança na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, sob relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA).
Os servidores pedem ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva regulamente o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), benefício financeiro baseado na experiência e qualificação profissional.
Procurados pela reportagem, o Ministério da Educação e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos foram questionados sobre a greve, mas não responderam até a publicação desta matéria.
Com informações de Gazeta do Povo