O Governo de São Paulo lançou nesta semana o PSA Araucária, programa de Pagamento por Serviços Ambientais que prevê repasses de até R$ 36 mil para produtores rurais e de R$ 250 mil para organizações que adotarem práticas de conservação da Araucaria angustifolia, espécie ameaçada de extinção.
Anunciada em Cunha, no Vale do Paraíba, a iniciativa busca aliar preservação da árvore ao fortalecimento da cadeia produtiva do pinhão, semente considerada fonte importante de renda para comunidades rurais da região.
Como funciona
O edital prevê pagamentos por ações como recuperação de áreas degradadas, plantio de mudas e manejo sustentável dos recursos naturais. A lógica é remunerar quem contribuir para a manutenção dos serviços ecossistêmicos gerados pela araucária, diferentemente da exploração madeireira, que segue fortemente restrita.
Produção de pinhão em alta
Cunha é o principal polo paulista dessa cultura. Entre 2023 e 2025, a produção ultrapassou 1,1 mil toneladas, e a expectativa para 2026 é colher mais de 368 toneladas, segundo a Secretaria de Meio Ambiente estadual.
Integração a programas existentes
O PSA Araucária faz parte do Pró-Araucária, estruturado pela Fundação Florestal em 2025 e dividido em seis frentes: restauração ecológica, fortalecimento da cadeia do pinhão, capacitação técnica, certificação de produtos, valorização de saberes tradicionais e educação ambiental.
A medida complementa a flexibilização da coleta do pinhão autorizada em 2023, que antecipou o início da safra e tornou São Paulo o primeiro estado a liberar a atividade antes de 15 de abril.
Rede de Pagamentos por Serviços Ambientais
Com a nova proposta, o estado passa a somar 61 iniciativas de PSA, beneficiando cerca de 1,4 mil famílias. Entre os projetos já em curso estão o PSA Mar Sem Lixo, PSA Juçara, PSA Guardiões das Florestas e PSA Refloresta.
Com informações de Direita Online