O youtuber norte-americano Jesse Ridgway e sua esposa, Ashley Ridgway, tornaram-se alvo de intensa controvérsia depois de revelar que interromperam uma gestação ao receberem resultado pré-natal indicando alta probabilidade de síndrome de Down. A justificativa divulgada pelo casal nas redes sociais provocou reações de líderes cristãos, ativistas pró-vida e entidades de defesa de pessoas com deficiência.
Segundo Ridgway, exames apontaram trissomia do cromossomo 21. Após consultas médicas e pesquisas sobre a condição, o casal decidiu pelo aborto, classificando a escolha como “uma das mais difíceis da vida”. O influenciador afirmou que temia complicações de saúde e possíveis sofrimentos futuros para a criança e para a família.
A posição despertou fortes críticas. Pastores, influenciadores cristãos e organizações pró-vida acusaram os Ridgway de discriminar pessoas com deficiência e de atribuir menor valor à vida de quem nasce com síndrome de Down. Entre os opositores, a National Down Syndrome Society destacou estudos que indicam altos índices de satisfação entre pessoas com a condição e suas famílias, defendendo que os pais recebam informações equilibradas antes de decidir.
Ridgway relatou que, após tornar pública a decisão, passou a receber ameaças de morte e comparações a figuras históricas ligadas a atrocidades. O criador de conteúdo disse repudiar as ofensas, sobretudo as que utilizam argumentos religiosos.
O episódio reacendeu o debate sobre os limites éticos do aborto em casos de diagnóstico pré-natal de deficiência. Enquanto defensores da escolha enfatizam o direito dos pais, grupos pró-vida afirmam que a prática promove exclusão de pessoas com deficiência antes mesmo do nascimento. A discussão ganhou dimensão nacional devido à exposição do casal nas redes sociais, onde milhares de usuários adotaram posições antagônicas.
Com informações de Folha Gospel