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Governo reage e acusa EUA de interferência ao rotular PCC e CV como terroristas

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Brasília – 28 mai. 2026. Autoridades do governo Luiz Inácio Lula da Silva criticaram nesta quinta-feira (28) a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista norte-americana de organizações terroristas.

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que a cooperação internacional no combate ao crime organizado é “bem-vinda”, mas classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de intervenção estrangeira nas políticas brasileiras de segurança pública. “Segurança pública é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado deve ser combatido. Pretexto para intervenção é inaceitável”, declarou o ex-chanceler.

A posição de Amorim foi endossada pelo líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, a medida poderá afastar investimentos e colocar em risco a soberania nacional. “CV e PCC estão sendo combatidos pelo governo do presidente Lula, estamos asfixiando financeiramente essas organizações. Eles querem nos vulnerabilizar e abrir espaço para intervenção militar dos EUA no Brasil, querem fazer do Brasil colônia”, afirmou.

O anúncio da designação foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Ele disse que as duas facções “controlam milhares de pessoas” e figuram entre “as mais violentas do Brasil”. A classificação passará a valer em junho e coloca PCC e CV ao lado de dezenas de grupos já considerados terroristas pelos Estados Unidos.

Para o governo brasileiro, a decisão americana pode gerar repercussões econômicas e diplomáticas, ao mesmo tempo em que reforça o discurso de que o País não aceitará ingerências externas na condução de sua segurança interna.

Com informações de Gazeta do Povo