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Gilmar Mendes solicita inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news

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Brasília – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao colega Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), pedindo que ele passe a ser investigado no inquérito das fake news, que tramita sob sigilo na Corte.

O despacho foi encaminhado por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 20 de abril de 2026. O órgão ainda não se manifestou sobre a abertura ou não de procedimento contra o ex-chefe do Executivo mineiro.

Motivo do pedido

A petição de Gilmar Mendes foi motivada por um vídeo publicado por Zema em redes sociais. Na peça, intitulada “Os Intocáveis”, bonecos dublados por tecnologia de deep fake representam Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli em uma conversa fictícia. O personagem associado a Toffoli pede a suspensão de deliberações da CPI do Crime Organizado, enquanto o fantoche que imita Gilmar aceita o pedido “em troca de uma cortesia lá do teu resort que tá pago”.

O trecho faz alusão a um empreendimento de luxo no interior do Paraná do qual o magistrado e seus irmãos são sócios e que, segundo reportagens, negociou cotas com um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

Argumentos do ministro

No documento entregue a Moraes, Gilmar Mendes sustenta que o conteúdo atinge sua honra e coloca em dúvida a credibilidade do STF. Ele afirma que a gravação foi produzida com “sofisticada edição profissional” e circulou amplamente, potencializando o dano à instituição. O ministro ressalta que Zema reúne milhões de seguidores, fator que teria ampliado a repercussão do material.

Críticas recorrentes de Zema ao STF

Nos últimos meses, Romeu Zema vem intensificando ataques públicos ao Judiciário. Em ato realizado em São Paulo no mês passado, o ex-governador declarou que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli “não merecem só impeachment, merecem prisão” e classificou ministros do STF como “intocáveis que se consideram acima da lei”.

Próximos passos

A continuidade ou o arquivamento da apuração dependerá do parecer da PGR. Caso o órgão se pronuncie pelo prosseguimento, Zema poderá ser formalmente incluído no inquérito das fake news, que investiga a divulgação de conteúdo falso ou difamatório contra integrantes do Supremo.

Com informações de Gazeta do Povo