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Messias cita Judas e diz que Marcha para Jesus não é palanque político

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São Paulo — O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, participou nesta quinta-feira (4) da 34ª Marcha para Jesus, na capital paulista, e dividiu o trio elétrico com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Questionado sobre a presença de correntes políticas opostas no evento, o ministro respondeu: “Na mesa de Jesus, tem lugar até para Judas”.

Segundo Messias, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi clara: evitar que a caminhada religiosa se transforme em comício. “Hoje é dia de louvar a Deus; não é dia de campanha”, afirmou.

Durante o trajeto, Flávio Bolsonaro falou em “guerra espiritual” e prometeu que “o mundo do mal” deixará o governo ainda este ano. Messias, por sua vez, reiterou que não compareceu para fazer discurso político. Integrante da Igreja Batista Cristã de Brasília, ele enfatizou que “o único perfeito é Deus”.

Ligação de Lula ao organizador

O presidente Lula não esteve na Marcha, mas telefonou ao apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo e organizador do evento, para justificar a ausência. Lula disse evitar compromissos religiosos em período eleitoral para não parecer que busca benefício político. O vídeo da ligação foi divulgado por Messias nas redes sociais.

Indicação ao STF

Messias comentou ainda sobre sua indicação ao Supremo Tribunal Federal, rejeitada pelo Senado em 29 de abril, quando obteve 34 votos favoráveis e 42 contrários — eram necessários 41 apoios. Ele afirmou que um eventual novo envio do nome “está nas mãos de Deus” e aguarda decisão de Lula.

A Marcha para Jesus, organizada por lideranças evangélicas, ocorre anualmente em São Paulo e reúne fiéis de diversas denominações.

Com informações de Gazeta do Povo