Brasília, 11 abr. 2026 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, neste sábado (11), em Porto Alegre, que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pessoas que considera “perseguidas” pelos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro de 2023, caso seja eleito presidente da República.
“Não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, afirmou durante agenda de pré-campanha na capital gaúcha.
“Zerar o jogo” no Congresso
Flávio citou projetos em tramitação no Congresso que, segundo ele, possibilitariam “zerar o jogo” institucional. O parlamentar disse que a medida não seria uma anistia formal, mas um mecanismo para “fazer justiça” a aliados condenados, como Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, sentenciada a 14 anos de prisão pela participação nos atos de 2023.
Para o senador, a concessão de perdão a esses condenados cabe exclusivamente ao Legislativo. “A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional. Parte dos parlamentares ainda tem receio de votar um projeto como esse, mas acredito que esse medo diminuirá após as eleições”, declarou.
Alinhamento regional e cenário eleitoral
Em visita ao Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou apoio à pré-candidatura de Luciano Zucco (PL-RS) ao governo estadual e às candidaturas de Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) ao Senado. Em encontro com mulheres, afirmou que o Partido dos Trabalhadores “se tornará irrelevante a partir de 2027”.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventual segundo turno. Aliados do senador consideram o momento favorável após episódios que, segundo eles, teriam afetado a popularidade do governo entre eleitores conservadores.
Com informações de Gazeta do Povo