O papa Leão XIV presidiu na tarde deste sábado, 11 de abril de 2026, uma vigília de oração pela paz na Basílica de São Pedro, em Roma. Após a recitação do terço, o pontífice leu uma reflexão na qual pediu o fim dos confrontos armados e afirmou ser possível “romper a cadeia demoníaca do mal” por meio de orações, pensamentos, palavras e ações.
Apelo direto aos governantes
Dirigindo-se a autoridades mundiais, o chefe da Igreja Católica fez um chamado urgente: “Parai! É tempo de paz! Sentai-vos às mesas do diálogo e da mediação, não às mesas onde se planeja o rearmamento e se deliberam ações de morte”.
Sem citar conflitos específicos na ocasião, Leão XIV já havia mencionado em outros pronunciamentos a guerra entre Rússia e Ucrânia, enfrentamentos em nações africanas e as hostilidades no Oriente Médio — onde Israel atua na Faixa de Gaza e no Líbano contra Hamas e Hezbollah, além das tensões entre Irã e Estados Unidos, atualmente em negociações de paz no Paquistão.
“Delírio de onipotência” e crianças em zonas de guerra
O pontífice condenou o que classificou como “um delírio de onipotência cada vez mais imprevisível e agressivo” e criticou quem usa o nome de Deus para justificar a violência. Ele contrapôs esse comportamento ao sofrimento infantil: “Recebo muitas cartas de crianças das zonas de conflito; nelas se vê, com a verdade da inocência, todo o horror e a desumanidade das ações que alguns adultos exaltam com orgulho. Ouçamos a voz das crianças!”.
Citação de São João Paulo II
Leão XIV recordou palavras de São João Paulo II, pronunciadas em 2003: “Eu pertenço à geração que viveu a Segunda Guerra Mundial e lhe sobreviveu. Tenho o dever de dizer a todos os jovens: nunca mais a guerra. Devemos fazer tudo o que é possível!”.
Convocação feita na Páscoa
A vigília deste sábado foi anunciada pelo papa no Domingo de Páscoa. O evento reuniu fiéis para rezar pelo fim das hostilidades em diversas regiões do mundo.
Com informações de Gazeta do Povo