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Depósito de R$ 14,2 milhões da Refit a firma da família de Ciro Nogueira é rastreado pela PF

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Brasília – A Polícia Federal identificou uma transferência de R$ 14,2 milhões da Refit (ex-Refinaria de Manguinhos) para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., ligada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). O repasse, realizado em 2024 pelo fundo Athena, consta de ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da Operação Sem Refino, que investiga um possível esquema bilionário de sonegação de impostos no setor de combustíveis.

Segundo a PF, a informação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar os mandados da operação deflagrada em 15 de maio. Nessa etapa, agentes cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Em um dos endereços, foi localizada uma caixa com grande quantidade de dinheiro em espécie; o valor não foi informado.

Senador diz que valor refere-se a venda de terreno

Em nota, Ciro Nogueira afirmou que o montante corresponde à venda de um terreno de mais de 40 hectares em área valorizada de Teresina, destinado à construção de uma distribuidora de combustíveis. O parlamentar declarou que a transação foi regular, declarada aos órgãos competentes e realizada por empresa familiar especializada em negócios imobiliários.

O senador acrescentou que, na ocasião da operação, detinha menos de 1% de participação na companhia e que atualmente não integra o quadro societário. Ele classificou as citações ao seu nome como tentativas de desgaste em ano eleitoral e reiterou “total tranquilidade” quanto às investigações.

Operação mira conglomerado de combustíveis

A Sem Refino apura a atuação de um grupo econômico suspeito de utilizar uma rede societária para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ao exterior. Embora Ciro Nogueira não tenha sido alvo de busca, a ação incluiu endereços do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e levou à inclusão de Ricardo Magno, executivo da Refit, na lista de procurados da Interpol.

As investigações prosseguem sob supervisão do STF.

Com informações de Gazeta do Povo