BOGOTÁ — O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta terça-feira (7) a suspensão imediata do processo de transição de poder, alegando que o governo do mandatário em fim de mandato, Gustavo Petro, tenta minar a ordem constitucional.
“Acabo de instruir o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, a interromper o diálogo com essa administração corrupta que está de saída”, declarou Espriella na rede social X. O direitista acrescentou que sua obrigação é “proteger os interesses da Nação e garantir uma transição séria e transparente”.
Acusações de golpe e apelo às Forças Armadas
Em vídeo divulgado poucas horas depois, Espriella acusou Petro de “orquestrar um golpe de Estado” e convocou os militares colombianos a desobedecerem “qualquer ordem contrária à Constituição” que parta do atual presidente.
Petro contesta resultado da eleição
Na segunda-feira (6), Petro voltou a afirmar, sem apresentar provas, que houve manipulação de algoritmos na contagem dos votos do segundo turno presidencial de junho, o que teria favorecido Espriella contra o candidato governista, o senador Iván Cepeda.
Nesta terça, também pelo X, o presidente esquerdista afirmou que o “processo de entrega do governo continua perante o povo” e anunciou que cadeiras vazias serão mantidas nas reuniões de transição até que “aqueles que roubaram a eleição” participem. Petro garantiu que transmitirá o cargo no dia previsto para a posse, 7 de agosto, mas disse que tem sido pressionado a tomar “medidas inconstitucionais”, como permanecer no poder.
O impasse coloca em suspeição os encontros formais que deveriam ocorrer até a meia-noite de 6 de agosto, data-limite fixada pela legislação colombiana para a conclusão dos trabalhos de transição.
Com informações de Gazeta do Povo