Brasília — 06 de julho de 2026 — O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luís da Silva, o Lulinha, afirmou nesta segunda-feira (6) que estuda medidas para impedir a prolongação das investigações da Operação Sem Desconto na Polícia Federal (PF). Segundo ele, a apuração já se estende por tempo excessivo e deveria ser arquivada.
“Uma pessoa não pode ficar indefinidamente sob investigação. A quebra de sigilo mostrou a ausência de elementos que sustentem qualquer acusação”, declarou o advogado em entrevista.
Foco da investigação
A PF apura possíveis ligações entre Lulinha e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que teria custeado despesas de uma viagem do filho do presidente a Portugal. Na semana passada, a corporação comunicou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que o inquérito deverá ser prorrogado por falta de efetivo.
De acordo com esse informe, cerca de dez servidores atuam hoje no processo, mas seriam necessários ao menos quarenta policiais para cumprir o cronograma estipulado pelo STF.
PF nega interferência política
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, rechaçou suspeitas de influência externa e destacou que a quebra de sigilo de Lulinha demonstra isenção. “A instituição não protege nem persegue ninguém”, disse o dirigente na última sexta-feira (3).
Possível reunião com a cúpula da PF
Carvalho afirmou que não descarta um encontro com Andrei Rodrigues, possivelmente acompanhado do advogado Guilherme Suguimori, para defender o encerramento do inquérito.
O caso continua sob análise do STF, que decidirá sobre o pedido de prorrogação apresentado pela Polícia Federal.
Com informações de Gazeta do Povo