O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, o primeiro dos três meses de prisão domiciliar humanitária autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após um quadro de broncopneumonia. Agora, o político de 71 anos espera a liberação do magistrado para realizar uma cirurgia no ombro direito.
A defesa solicitou a autorização para o procedimento em 21 de abril, com previsão de internação no hospital DF Star na sexta-feira (24) e operação até sábado (25). Moraes, porém, só enviou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 23 de abril, concedendo cinco dias para manifestação. O parecer favorável da PGR chegou no dia seguinte, já fora do cronograma planejado pelos advogados.
Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que coordena a equipe médica de Bolsonaro, o ex-presidente sofre de lesão no manguito rotador — conjunto de quatro músculos responsáveis pela estabilidade do ombro —, quadro que provoca dores e fraqueza, especialmente à noite.
Durante a domiciliar, houve impasse sobre a inclusão de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, como cuidador. Moraes rejeitou o pedido ao questionar a falta de qualificação de Torres como enfermeiro ou técnico de enfermagem, restringindo o acompanhamento a profissionais de saúde habilitados.
Ao fim dos 90 dias concedidos, o ministro avaliará se prorroga ou não o benefício. Paralelamente, parlamentares da oposição articulam a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que poderia reduzir a pena imposta a Bolsonaro.
Com informações de Gazeta do Povo