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Pequim barra venda de plataforma chinesa de IA à Meta antes de encontro Trump-Xi

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Pequim — A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) vetou, nesta segunda-feira (27), a aquisição da startup chinesa de inteligência artificial Manus pela norte-americana Meta, avaliada em US$ 2 bilhões.

Em comunicado sucinto, o regulador informou que “investimentos estrangeiros na Manus estão proibidos” e determinou o cancelamento imediato do negócio, alegando apenas que a decisão segue “leis e regulamentos” do país.

Contexto político

A medida ocorre a poucas semanas da cúpula agendada para maio, em Pequim, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. As relações entre os dois governantes continuam tensas desde a guerra comercial travada no ano anterior.

Alvo do veto

A Manus mudou-se recentemente para Singapura e, em seguida, negociou sua venda à Meta — controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, todos bloqueados na China. O órgão estatal abriu investigação alegando possível violação das normas de segurança e controle de capital estrangeiro.

Potencial tecnológico

Após o sucesso da plataforma DeepSeek, a Manus despontou como um dos principais projetos chineses em IA. Seu assistente, disponível apenas por convite, é apresentado como um agente de uso geral capaz de executar tarefas com menos comandos que outros chatbots do mercado.

A decisão da CNDR encerra, por ora, qualquer possibilidade de transferência da tecnologia da Manus para empresas sediadas nos Estados Unidos.

Com informações de Gazeta do Povo