A vereadora Priscilla Costa, atualmente vice-presidente nacional do PL Mulher, passou a ser avaliada como opção de vice em uma eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi divulgada pela CNN.
Priscilla ganhou projeção em 2020 ao se tornar a vereadora mais votada do Nordeste e mantém laços estreitos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de quem é uma das principais aliadas dentro do Partido Liberal. Nos bastidores, a possível indicação é interpretada como um gesto de Flávio para fortalecer a influência de Michelle na sigla.
Além da ligação política, a vereadora cearense tem forte apelo junto ao eleitorado evangélico. Ela é neta de um pastor da Assembleia de Deus Belém, uma das maiores denominações pentecostais do país, fator visto como estratégico para a mobilização desse segmento.
Disputa interna no PL
A ascensão de Priscilla, entretanto, enfrenta resistência. A presidência do PL, comandada por Valdemar Costa Neto, prefere lançar o deputado estadual Alcides Fernandes ao Senado pelo Ceará. Michelle, por sua vez, defende que a aliada concorra à vaga, já associando a campanha ao número 222. O impasse expõe a divisão interna sobre o futuro da vereadora.
Outros nomes em avaliação
Além de Priscilla, circulam na legenda outras opções femininas para a vice:
- Tereza Cristina (PP-MS) – senadora e ex-ministra da Agricultura, vista como ponte com o agronegócio;
- Simone Marquetto (MDB-SP) – deputada federal e ex-prefeita de Itapetininga, cuja escolha poderia facilitar alianças com partidos como o PSD de Gilberto Kassab.
Estrategia para o eleitorado feminino
No Congresso e nas redes sociais, Flávio Bolsonaro tem buscado reforçar a imagem de aliado das mulheres. O senador intensificou a participação da esposa em publicações e apoiou a indicação de uma mulher para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), movimentos interpretados como sinalização à pauta feminina.
As articulações prosseguem sem data definida para um anúncio oficial, enquanto o PL tenta equilibrar interesses regionais e fortalecer a presença feminina na chapa presidencial.
Com informações de Direita Online