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Peritos da PF solicitam análise do STF sobre afastamento de Andrei Rodrigues

stf sessao 12 03 2026 foto luiz silveira stf
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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (8) para que o plenário da Corte analise o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão, tomada pelo ministro André Mendonça, foi classificada pela APCF como uma medida de “excepcional gravidade”.

A APCF argumenta que a suspensão do chefe da PF deve ser revista pelos dez ministros do STF, e não apenas por um grupo restrito da Segunda Turma. Em nota, a associação ressaltou que o comando de uma instituição de Estado não pode ser afastado sem indícios concretos e verificáveis.

“O afastamento do comando máximo de uma instituição de Estado é medida de excepcional gravidade e deve fundamentar-se em indícios concretos e verificáveis, submetidos, ainda que em momento posterior, ao devido contraditório”, afirmou a APCF.

Atualmente, a Segunda Turma do STF já possui três votos favoráveis ao afastamento de Andrei, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A APCF destaca a importância de uma análise colegiada, uma vez que a decisão impacta diretamente a segurança pública e a relação entre os Poderes.

A associação também declarou que acompanhará as investigações e procedimentos disciplinares instaurados pela Corregedoria da PF, reiterando seu compromisso com o devido processo legal e a defesa de uma Polícia Federal forte, técnica e independente.

Em paralelo, a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparando uma contestação à decisão de Mendonça, alegando que o ministro ultrapassou suas competências ao afastar Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Esse movimento ocorre após a divulgação de um relatório que indicou mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, onde Vorcaro buscava orientações sobre sua saída do país antes de uma operação que resultou em sua prisão.

Essa situação gerou uma crise interna no STF, levando o presidente da Corte, Edson Fachin, a tentar mediar as tensões. Mendonça, por sua vez, declarou que a gravidade das circunstâncias exigia ações imediatas, levantando dúvidas sobre a autenticidade de documentos relacionados ao caso.

Fonte: Gazeta Do Povo.