A Oncoclínicas protocolou na segunda-feira (13) pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar uma dívida de aproximadamente R$ 5,1 bilhões. O movimento foi confirmado em fato relevante divulgado na manhã desta terça-feira (14).
Segundo a companhia, credores que detêm cerca de 37% do passivo já aderiram ao processo, porcentual mínimo exigido para que o procedimento possa seguir na Justiça.
Histórico de endividamento
Os balanços da empresa mostram sequência de prejuízos. A dívida atingiu R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre de 2024, mesmo após prorrogações de prazos para pagamento. Um aporte de R$ 1,5 bilhão feito por investidores concedeu alívio temporário, mas o montante voltou a crescer.
No primeiro trimestre de 2026, o Ebitda registrou resultado negativo de R$ 49,2 milhões, pressionado pelo aumento de custos na prestação de serviços. Na mesma data, o endividamento somava R$ 3,26 bilhões. Três meses depois, chegou ao patamar atual de R$ 5,1 bilhões.
Falta de medicamentos agrava cenário
Profissionais da rede relataram desabastecimento de medicamentos oncológicos no início de 2026, o que reduziu a quantidade de procedimentos realizados. Para manter parte dos atendimentos, a empresa recorreu a compras pontuais, sem os descontos obtidos em negociações de atacado, impactando ainda mais o caixa.
Desempenho na bolsa
No momento da publicação do fato relevante, as ações ONCO3 eram negociadas a R$ 0,76. Na quinta-feira (9), os papéis caíram abaixo de R$ 1, enquadrando-se como penny stocks. Caso permaneçam nesse nível por 30 pregões consecutivos, a B3 poderá notificar a empresa.
Com informações de Gazeta do Povo