Washington, 14 de julho de 2026 – As Forças Armadas dos Estados Unidos voltaram a impor, nesta terça-feira (14), um bloqueio naval ao Irã no estreito de Ormuz e lançaram novos bombardeios contra alvos iranianos, anunciou o Comando Central norte-americano (Centcom).
Em comunicado divulgado no fim da tarde, o Centcom informou que “mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e centenas de aeronaves militares” estão em operação em todo o Oriente Médio. A medida foi determinada pelo presidente Donald Trump, que também ordenou ataques adicionais para “degradar as capacidades iranianas utilizadas para atingir o transporte marítimo comercial” na região.
Uma hora antes da nota oficial, caças e drones norte-americanos voltaram a bombardear instalações iranianas. Segundo o Centcom, a missão incluiu o uso, pela primeira vez em combate, de drones marítimos que atingiram um centro de manutenção para submarinos e navios na Base Naval de Bandar Abbas.
Cessar-fogo rompido
A escalada ocorre menos de um mês após o fim do acordo de cessar-fogo assinado em 17 de junho entre Washington e Teerã. Ao romper o entendimento na semana passada, Trump acusou o Irã de manter “persistentes ataques” a navios que trafegam pela rota estratégica de Ormuz.
Na segunda-feira (13), o presidente declarou que pediria 20% de compensação aos países que utilizam o estreito como contrapartida pela proteção dos EUA. Já nesta terça, recuou da cobrança direta e afirmou que o valor seria substituído por “acordos comerciais e de investimento” das nações do Golfo em território norte-americano.
Conflito se espalha
Os choques no estreito de Ormuz completam sete dias e já se estenderam a outros pontos do Oriente Médio. Três noites consecutivas de bombardeios ao Irã levaram Teerã a reagir com ataques em diversas frentes na região.
Durante evento na Casa Branca, Trump disse ainda estar disposto a ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso o regime não aceite negociar um novo pacto de paz.
O Centcom reforçou que as forças norte-americanas permanecem “vigilantes, letais e prontas” para responder a qualquer ação hostil.
Com informações de Gazeta do Povo