Home / Notícias / William Douglas contesta declaração de que “mulher vota mal” e aponta erro em leitura de dados

William Douglas contesta declaração de que “mulher vota mal” e aponta erro em leitura de dados

ocrente 1783011924
Spread the love

Rio de Janeiro, 2 de julho de 2026 – O professor de Direito Constitucional e pastor batista William Douglas publicou, às 13h06 desta quinta-feira (2), artigo no portal Pleno.News rebatendo a afirmação do comentarista Paulo Figueiredo de que “mulher vota estatisticamente muito mal, especialmente as solteiras”.

No texto, Douglas nega que o eleitorado feminino escolha “mal” seus candidatos e organiza a defesa em três frentes: análise estatística, metodologia científica e responsabilidade política.

Estatística não define mérito do voto

O autor recorda que pesquisas apontam diferenças de comportamento eleitoral entre homens e mulheres – fenômeno conhecido como gender gap –, mas afirma que esses números apenas descrevem tendências e não permitem classificar votos como “bons” ou “ruins”. Segundo ele, considerar voto na esquerda como sinônimo de erro é opinião política, não conclusão científica.

Fracasso eleitoral não pode ser atribuído ao eleitor

Para Douglas, culpar mulheres por eventuais derrotas eleitorais viola o princípio da responsabilidade individual, caro ao pensamento conservador. Na visão do articulista, cabe aos políticos entender por que não conseguiram convencer determinado segmento, e não desqualificar o eleitorado.

Correlação não é causalidade

O jurista alerta ainda que correlação entre variáveis – como estado civil e preferência de voto – não prova relação de causa e efeito. Ele cita o exemplo clássico de aumento simultâneo no consumo de sorvete e em ataques de tubarão no verão para lembrar que uma terceira variável (o calor) explica ambos os fenômenos.

Quem vota “bem”?

Douglas questiona a existência de qualquer grupo que “vote certo” e observa que, mesmo quando o sufrágio era exclusivo dos homens, guerras e ditaduras não foram evitadas. Para ele, em democracias não existe voto errado, mas sim voto conquistado ou não pelo candidato.

O artigo encerra afirmando que mulheres, assim como homens, fazem escolhas eleitorais de acordo com seus valores, e que responsabilizar o eleitor pelo resultado das urnas demonstra incompreensão sobre a essência do processo democrático.

Com informações de Pleno.News