LIMA, 3 de julho de 2026 – O Conselho Nacional Eleitoral (JNE) proclamou nesta sexta-feira (2) a candidata conservadora Keiko Fujimori como presidente eleita do Peru, encerrando o processo do segundo turno realizado há quase um mês.
Fujimori, filha do ex-mandatário Alberto Fujimori (1990-2000), superou o esquerdista Roberto Sánchez por 49.641 votos. Segundo o resultado oficial, ela alcançou 50,135% dos votos válidos (9.223.396), contra 49,865% de Sánchez (9.173.755).
Contagem contestada e decisão irrevogável
O JNE validou a apuração após rejeitar recursos apresentados por Sánchez, que alegava, sem apresentar provas, suposta fraude e pedia a anulação de boletins do exterior. Com a proclamação, o veredicto torna-se definitivo, sem possibilidade de reversão.
Próximas etapas
A entrega das credenciais à presidente eleita está marcada para 15 de julho, no Gran Teatro Nacional, em Lima. A posse ocorrerá em 28 de julho, Dia da Independência do Peru, quando Keiko iniciará mandato de cinco anos (2026-2031) ao lado dos vice-presidentes Luis Galarreta (primeiro) e Miguel Torres (segundo).
Retorno do fujimorismo
Com a vitória, o fujimorismo volta ao Palácio de Governo quase 26 anos após Alberto Fujimori renunciar por fax, do Japão, em meio a denúncias de corrupção. Esta foi a quarta tentativa presidencial de Keiko, que havia sido derrotada nos segundos turnos de 2011, 2016 e 2021.
Disputas apertadas
As três últimas eleições presidenciais peruanas foram decididas por menos de 50 mil votos: 42 mil em 2016, 44 mil em 2021 e 49,6 mil em 2026, num país com mais de 33 milhões de habitantes e 27,3 milhões de eleitores registrados.
Prioridade: segurança pública
Durante a campanha, Keiko Fujimori prometeu concentrar esforços no combate ao crime organizado, tema apontado por pesquisas como a principal preocupação da população peruana.
Com informações de Gazeta do Povo