Home / Notícias / Série de ataques deixa quatro cristãos mortos no estado de Plateau, na Nigéria

Série de ataques deixa quatro cristãos mortos no estado de Plateau, na Nigéria

ocrente 1781865255
Spread the love

Abuja, Nigéria — Entre quarta-feira e sexta-feira, 10 a 12 de junho, quatro cristãos foram mortos em três vilarejos do governo local de Riyom, no estado de Plateau, durante ofensivas atribuídas a milícias fulani.

Ataques em sequência

O primeiro ataque ocorreu na noite de 10 de junho na comunidade de Ta-Hoss. Segundo o morador Danladi Fom, homens armados invadiram o vilarejo por volta das 21h20 e mataram dois cristãos: Davou Dalyop Patu, de 48 anos, e Dalyop Zaram.

No dia seguinte, 11 de junho, terroristas voltaram a agir, desta vez na aldeia de Bangai, também predominantemente cristã. De acordo com o advogado e defensor da liberdade religiosa Dalyop Solomon Mwantiri, o mineiro Toma Chuwang, de 55 anos, foi surpreendido e morto enquanto trabalhava em uma jazida local.

A terceira investida foi registrada em 12 de junho na vila de Torok. Fom relatou que outro cristão, identificado igualmente como Toma Chuwang, perdeu a vida durante a incursão. Tropas enviadas à área confirmaram o óbito e encontraram o corpo com marcas de facão, informou o porta-voz militar do estado de Plateau, capitão Polycarp Oteh. Até o momento, os autores não foram identificados.

Autoridades pedem reforço da segurança

Em nota divulgada em Jos, Mwantiri condenou “a nova onda de violência” e cobrou uma ofensiva mais ampla das forças de segurança contra os grupos armados que “aterrorizam comunidades cristãs” na região central da Nigéria.

Contexto de perseguição

Dados da Lista Mundial da Perseguição 2026, da organização Portas Abertas, apontam que a Nigéria concentrou 3.490 dos 4.849 cristãos assassinados no mundo entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 — 72% do total. O país ocupa o 7º lugar no ranking dos locais onde é mais difícil professar a fé cristã.

Líderes religiosos e relatórios internacionais atribuem à desertificação e à disputa por terras agrícolas parte da motivação para os ataques de facções fulani, que têm adotado métodos semelhantes aos dos grupos jihadistas Boko Haram e ISWAP.

Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre prisões ou sobre o estado de segurança nas aldeias atingidas.

Com informações de Folha Gospel