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Petro ignora ordem judicial e retoma declarações sobre segundo turno na Colômbia

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, continua a manifestar-se publicamente sobre a disputa presidencial mesmo após ter sido proibido pela Justiça de fazer propaganda eleitoral ou comentários favoráveis ou críticos aos candidatos que disputam o segundo turno, Iván Cepeda — aliado do governo — e Abelardo de la Espriella.

A restrição foi imposta nesta semana pela juíza Anny Carolina Goenaga Peláez, da 29ª Vara do Trabalho do Circuito de Medellín, em caráter cautelar. A decisão atendeu a uma ação apresentada pelo cidadão Juan Diego Ríos Rojas e vale até o julgamento do mérito. Até lá, Petro não pode utilizar recursos, bens, canais ou plataformas vinculados à Presidência, inclusive o perfil oficial no X (antigo Twitter), para favorecer ou desfavorecer qualquer candidato.

Apesar da determinação, o jornal El Tiempo registrou que Petro proferiu novas críticas indiretas a Espriella durante discurso realizado na Universidade de Antioquia na quarta-feira, 17 de junho. “Parece que os narcotraficantes agora estão contando com os paramilitares, porque qualquer um que tenha lido minhas investigações sabe de onde vem o famoso cidadão dos Estados Unidos que quer ser presidente da Colômbia e que me acusa”, afirmou, reiterando acusações da esquerda de que o candidato de direita teria ligações com grupos paramilitares.

A controvérsia ocorre a poucos dias da votação do segundo turno, marcada para domingo, 21 de junho. Na semana passada, a deputada Gloria Arizabaleta, presidente da Comissão de Acusações e Investigações da Câmara dos Representantes, solicitou o afastamento temporário de Petro por suposta interferência eleitoral. A Procuradoria-Geral da Nação, porém, suspendeu a parlamentar e o pedido de afastamento não avançou.

Com a continuidade das declarações do presidente, permanece o impasse sobre o cumprimento da ordem judicial em meio à reta final da campanha.

Com informações de Gazeta do Povo