Uma imagem publicada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social e removida em seguida, desencadeou críticas intensas de pastores e comentaristas cristãos. A arte exibe Trump vestindo túnica branca e manto vermelho, emitindo luz pelas mãos enquanto cura um homem, cercado por figuras angelicais, numa clara alusão a Jesus Cristo.
Reação imediata de líderes religiosos
O pastor Tony Suarez, fundador da Revivalmakers Ministries e ex-conselheiro de Trump, exigiu a retirada imediata do conteúdo. Joel C. Rosenberg, editor do All Israel News, classificou a iniciativa como “um erro muito grave”. Já o cantor e evangelista Sean Feucht declarou em suas redes que “não há contexto em que isso seja aceitável”.
A escritora cristã Carol M. Swain alertou sobre o risco de exaltação humana, relembrando o episódio bíblico de Herodes Agripa I (Atos 12:21-23), punido por não dar glória a Deus. Para Swain, “Deus não divide a Sua glória com ninguém”. A comentarista conservadora Megan Basham foi além e cobrou um pedido público de desculpas de Trump, chamando a peça de “inadequada e ofensiva”.
Debate sobre símbolos religiosos na política
Além da acusação de blasfêmia, a ilustração reacendeu discussões sobre o uso de imagens sagradas em campanhas. Alguns usuários alegaram ver, na parte superior da arte, uma figura escura alada com três chifres, lembrando descrições apocalípticas do capítulo 7 de Daniel. Para críticos, a coincidência reforça preocupações sobre religiosidade e poder político.
Explicação de Trump e silêncio entre aliados
Após a polêmica, Trump afirmou ter entendido que se tratava de uma representação de “um médico ou trabalhador da Cruz Vermelha” ajudando pessoas. A justificativa não convenceu líderes evangélicos que consideram qualquer associação direta entre um político e Cristo como distorção do Evangelho.
Figuras proeminentes do movimento evangélico norte-americano, como Franklin Graham, Robert Jeffress e Paula White-Cain, optaram por não comentar o episódio, indicando possível divisão ou cautela estratégica diante da repercussão.
Com informações de Folha Gospel