A psicanalista e colunista Marisa Lobo defendeu que a busca de financiamento privado para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não configura corrupção. A manifestação foi publicada nesta quinta-feira (14) no portal Pleno.News, após a divulgação de áudios entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Nos áudios, o parlamentar cobra de Vorcaro a liberação de recursos prometidos para a produção audiovisual. Segundo Lobo, não há indício de utilização de verbas públicas, favorecimento estatal ou oferta de contrapartida ilegal na conversa.
A colunista critica a repercussão do caso em parte da imprensa, que teria, na avaliação dela, tratado o episódio como “escândalo” mesmo sem provas de irregularidade. Lobo compara o caso a projetos culturais ligados à esquerda que, de acordo com ela, também receberam patrocínio empresarial mas não foram alvos de suspeitas semelhantes.
No texto, a autora enumera atos que, até o momento, não foram atribuídos a Flávio Bolsonaro: tráfico de influência, desvio de recursos públicos, favorecimento governamental, venda de facilidades e corrupção. Para Lobo, a divulgação dos áudios demonstra apenas a tentativa de transformar um patrocínio privado em crime presumido.
Marisa Lobo conclui que, sem comprovação de ilegalidade, o episódio representa mais um desgaste seletivo contra figuras ligadas à direita.
Com informações de Pleno.News