Milhares de israelenses saíram às ruas nesta semana para a tradicional Marcha das Bandeiras, ato que marca o Dia de Jerusalém e celebra os 59 anos da reunificação da cidade ocorrida em 1967.
Relembrando 7 de junho de 1967
Durante a Guerra dos Seis Dias, em 7 de junho de 1967, unidades das Forças de Defesa de Israel atravessaram o Portão dos Leões e entraram na Cidade Velha. Às 10h15, o rádio nacional anunciou: “O Monte do Templo está em nossas mãos”. Pouco depois, o capelão-chefe do Exército tocou o shofar diante do Muro Ocidental, selando simbolicamente a retomada da parte oriental da cidade.
Na ocasião, o então primeiro-ministro David Ben-Gurion declarou: “Para o Estado de Israel, sempre houve e sempre haverá uma única capital – Jerusalém, a Eterna”. A vitória encerrou 19 anos de divisão e garantiu, segundo o governo israelense, liberdade de culto a judeus, cristãos e muçulmanos.
Raízes históricas e religiosas
A ligação judaica com Jerusalém remonta a cerca de 1000 a.C., quando o rei Davi unificou as 12 tribos de Israel e elegeu a cidade como capital política e espiritual do reino. Essa relação ficou registrada em cânticos como o Salmo 122 – “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” – e no Salmo 137, em que o monarca promete: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza”.
Para o judaísmo, Jerusalém abriga o Monte Moriá, local associado ao sacrifício de Abraão e à construção do Primeiro Templo por Salomão. Para os cristãos, a cidade é cenário da crucificação e ressurreição de Jesus.
Significado do Yom Yerushalayim
Instituído logo após a guerra, o Yom Yerushalayim (Dia de Jerusalém) é comemorado anualmente no 28º dia do mês hebraico de Iyar. A data relembra o fim de quase dois milênios de dispersão judaica e o acesso renovado aos locais sagrados da Cidade Velha.
Passadas quase seis décadas, Jerusalém permanece como símbolo de fé e identidade para milhões de pessoas em todo o mundo. As celebrações deste ano reforçaram a mensagem de continuidade histórica entre os eventos de 1967 e a centralidade da cidade para as tradições judaica e cristã.
Com informações de Pleno.News