Brasília – A troca de acusações entre a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o pastor Silas Malafaia ganhou novos capítulos nesta semana. Durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado em Brasília, Janja rebateu críticas do líder religioso às reuniões que ela promove com mulheres evangélicas desde 2025.
Em seu discurso, a primeira-dama afirmou que Malafaia teria “desqualificado” as participantes desses encontros. “Ele teve a cara de pau de ir em uma rede social e falar que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher, para mim, é importante”, declarou.
Disputa por espaço nas igrejas
Janja defendeu maior atuação de religiosos progressistas dentro das congregações, alegando que esse segmento precisa disputar influência e diálogo com os fiéis. Ela citou o caso de uma pastora que, segundo relatou, foi expulsa da própria comunidade após participar de uma das reuniões promovidas pelo Planalto.
A primeira-dama acrescentou que a “disputa de narrativas” deve alcançar também o ambiente religioso. “Se a gente não usar [as igrejas] dessa forma, eles usam”, afirmou ao público petista.
Resposta de Malafaia
Poucas horas depois, Malafaia negou ter chamado as mulheres de insignificantes e disse que sua crítica se referia apenas à relevância política dos encontros comandados por Janja. “Essa gente do PT tem o demônio da mentira”, atacou o pastor.
Ele ainda ironizou o fato de ser citado num evento nacional do partido. “Se eu sou insignificante, não era para falar de mim. Se estão falando, significa que estou incomodando”, afirmou em entrevista.
Eleitorado evangélico na mira de 2026
O embate ocorre enquanto o governo Lula intensifica a aproximação com igrejas e lideranças evangélicas de olho nas eleições de 2026. Paralelamente, vozes conservadoras, como a de Malafaia, seguem influentes nesse segmento, mantendo a disputa aberta por apoio e representatividade.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e reforçou o peso crescente da pauta religiosa no debate político brasileiro.
Com informações de Folha Gospel